SÉRGIO CONTI RIBEIRO

Single Port

Hospital das Clínicas realiza 1ª cirurgia ginecológica do Brasil com um único corte

Antes, procedimento era feito com três a quatro incisões cirúrgicas

A Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, realiza cirurgia minimamente invasiva, pioneira no País. Com uma única incisão de um centímetro e meio no umbigo, os médicos retiraram as duas tubas uterinas da paciente que sofria de dor pélvica e inflamação.

Primeiro procedimento do gênero realizado na América Latina, a nova técnica levou cerca de 30 minutos, entre a entrada na cavidade abdominal e a cirurgia. A paciente recebeu alta em menos de 24 horas e poderá voltar às atividades habituais em até cinco dias. Isso porque o trauma cirúrgico é bem menor em relação às cirurgias tradicionais.

Segundo o ginecologista Sérgio Conti Ribeiro, os procedimentos adotados atualmente requerem de três a quatro incisões e levam até uma hora. A recuperação do paciente é mais demorada: de sete a dez dias. A técnica, chamada de single port (acesso único), consiste na colocação de um portal através de uma incisão de 1,5 centímetro na cicatriz umbilical. Por essa “porta única” é inserido uma microcâmera com iluminação e duas pinças de 0,5 centímetro utilizadas para a realização do procedimento.

Este tipo de acesso cirúrgico é empregado nos Estados Unidos e na Coréia pelas inúmeras vantagens: menos dor pós-operatória, menos riscos de infecções, menor inflamação, recuperação mais rápida da paciente e tempo de permanência hospitalar reduzido, sem contar os benefícios estéticos.

Pelas vantagens, o ginecologista Conti Ribeiro acredita que, em breve, o procedimento poderá substituir as antigas técnicas por propiciar uma recuperação mais rápida. “Muitas doenças que acometem os órgãos ginecológicos, como cistos ovarianos, gestação nas trompas, endometriose e miomas uterinos são passíveis de serem tratadas com o acesso cirúrgico”, afirma.

A expectativa dos médicos é que com o aperfeiçoamento do método e capacitação dos cirurgiões seja possível realizar inclusive a histerectomia (retira do útero).  “Com uma cirurgia mais minimante invasiva, você debilita menos o doente”, explica. Outra vantagem diz respeito ao hospital. O método permite redução de custos, economia no tempo de internação e liberação mais rápida de leitos, em benefício de outros pacientes.

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